segunda-feira, 24 de junho de 2013

VOCAÇÃO PARA A FELICIDADE


 
 
 
 
Não escreverei versos chorosos, cantando tristezas infinitas,
amores impossíveis, saudades dolorosas,
paixões trágicas e não correspondidas.

Tenho a vocação para a felicidade.
Ser feliz não me traz sentimento de culpa.
Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida.
Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade.
Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora.

A felicidade, tal e qual o amor, está dentro de mim
E transborda em ternuras, em melodias,
em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos.

Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz.

Faço minha estrela brilhar.
Sem receio dos encontros, desencontros,
encantos e desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu as tenho.
E quem não as tem na vida secular ?
Escassez de dinheiro? Nem é bom falar
Amores não correspondidos? Separações?
Rejeições? Saudades incuráveis?
Carinhos reprimidos, ternuras guardadas,
sem a contra parte do outro?
Eu tenho aos montões.
Sou a rainha das perdas, necessárias ao meu crescimento.

Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.
E num livro de matemática existencial
juntei todos esses problemas insolúveis,
com as respostas nas últimas páginas.
Mas pra que me debruçar
sobre eles, procurando a solução
se a própria vida me conduz
a resposta final?

Sem medo de ser feliz vou por aqui e por ali
por onde os caminhos, as trilhas,
Os atalhos me levarem, traçando meu rumo.
Às vezes com alguma tristeza,
mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!


É, amigo, amanhã é sempre um novo dia
E quando a infelicidade passar por aqui,
minhas malas estarão prontas
para eu ir por ali.
 
 
Autor: Carlos Drummond de Andrade
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

SENTIDO DA VIDA





O verdadeiro sentido da vida
É ter a impressão que se tem tudo, mesmo quando falta muito.
É ter esperança mesmo quando a tristeza insiste em nos alcançar.
É saber a hora de parar e escolher outros caminhos.
É tentar conhecer um pouco de você.

E expandir tudo que você tem de bom.
É enfrentar as lágrimas, e, delas buscar um sorriso.
E acreditar que tudo pode acontecer.
E cada experiência é única
E cada amanhecer é mágico.

 

(Desconheço a autoria)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

FRASE





"A fé é acreditar naquilo que você ainda não vê,
e a recompensa da fé é ver aquilo em que você acredita."

- Santo Agostinho -

quinta-feira, 21 de março de 2013

CARTA ESCRITA EM 2070



Estamos no ano 2070 e acabo de completar os 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos raspar a cabeça para mantê-la limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDE
DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios
ultravioletas, já que não temos a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastro-intestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.
Os assaltos por um galão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos parece como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água. O oxigênio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo já nos cobra pelo ar que respiramos: 137m3 por dia por habitante adulto. As pessoas que não pode pagar são retiradas das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países existem manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água é agora um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui já não há árvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelos testes atômicos e da industria contaminante do século XX. Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, a chuva, as flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o quão saudável que as pessoas eram.
Ela pergunta-me: "Papai, porque acabou a água?" Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que destruiu o meio ambiente ou simplesmente
não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer alguma coisa para salvar o nosso Planeta Terra!





Extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos"






 




sábado, 2 de março de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PEDI A DEUS



Eu pedi a Deus para remover meu orgulho,
e Deus disse "NÃO".
Ele disse que não era tarefa Dele, mas que era para eu abrir meu coração.
 
Eu pedi a Deus para me dar paciência,
e Deus disse "NÃO".
Ele me disse que paciência é subproduto da tribulação, e que ela não é dada, é aprendida.
 
Eu pedi a Deus para me dar felicidade,
e Deus disse "NÃO".
Ele disse que me dá bençãos e que a felicidade depende de mim.
 
Eu pedi a Deus para me livrar da dor,
e Deus disse "NÃO".
Ele disse que o sofrimento nos afasta das coisas do mundo e nos deixa
perto Dele.
 
Eu pedi a Deus para fazer o meu espírito crescer,
e Deus disse "NÃO".
Ele disse que devo crescer por meus esforços, mas Ele aparará as minhas folhas
para que eu frutifique.
 
Eu pedi a Deus todas as coisas para apreciar a vida,
e Deus disse "NÃO".
Ele disse que me dará a vida para que eu aprecie todas as coisas.
 
Eu perguntei a Deus se Ele me amava,
e Deus disse "SIM", agora e sempre.
Eu pedi a Deus para me ajudar a amar os outros tanto quanto Ele me ama,
e Deus disse:
"Ah, finalmente você entendeu"
 
Autor desconhecido

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FRASE



                                                      Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.
[Machado de Assis]
Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios

que se declaram.

[Machado de Assis]